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Com um trânsito caótico, as restrições para andar com veículo em São Paulo são cada vez maiores. Há o rodízio para automóveis, rodízio para caminhões, restrição para ônibus, inspeção veicular obrigatória e muitas outras maneiras de controlar o trânsito. A tecnologia também está a favor da fiscalização. Cada vez há mais câmeras de segurança e radares e justamente por esses motivos o município de São Paulo registrou arrecadação recorde com multas de trânsito em 2009. A chamada "indústria da multa" pode ser considerada uma das que mais cresceu em pleno ano de crise econômica mundial. O índice de arrecadação foi 22% maior em 2009 em relação a 2008. Entre janeiro e dezembro de 2009, os motoristas paulistanos tiveram que desembolsar R$473,3 milhões pelos seus deslizes. Cerca de 56% das infrações cometidas no primeiro semestre de 2009 foram flagradas por radares e 36% por agentes do CET. A infração campeã continua sendo o desrespeito ao rodízio (instituído em 1997 e cuja multa é de R$85,13) seguido pelo excesso de velocidade (R$ 85,12 a R$ 574,61). Como arrecadar mais A Secretaria Municipal dos Transportes atribui o aumento da arrecadação a ampliação do número de equipamentos de fiscalização eletrônica. Em 2009, foram incorporados mais de 105 aparelhos, fazendo com que a capital tenha em uso 500 radares. Outro motivo para o aumento da arrecadação foram as medidas adotadas pela Prefeitura que proibiu a circulação de caminhões em uma área de 150 quilômetros rodados e a restrição dos ônibus fretados. A Lei Seca também deu a sua contribuição para a arrecadação. Em 2009, o a Divisão de Habilitação do DETRAN já instaurou 2.965 processos administrativos de suspensão de CNH de condutores flagrados na blitz. Ou seja, enquanto o processo corre para saber se os condutores vão ou não ter suas carteiras cassadas ou suspensas, podemos dizer que cada um deles deve ter pagado a salgada multa de R$ 957,69, o que gerou para os cofres públicos paulistanos cerca de R$2,8 milhões. Reinvestir para ganhar mais e também lucrar mais Com o dinheiro arrecadado em 2009, a prefeitura poderia instalar na cidade mais de 2 mil semáforos inteligentes. Mas também pode investir novamente em novos métodos de fiscalização. Assim que forem concluídas as obras das Marginais Pinheiros e Tietê, ambas as vias serão as mais monitoradas de São Paulo. Além de um moderno sistema de vigilância que controlará o tráfego transmitindo mensagens instantaneamente para painéis ao longo do percurso auxiliando os motoristas, também serão instalados mais radares, chegando ao dobro de unidades existentes atualmente. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) é responsável pela ampliação das marginais e já abriu concorrência para contratar a empresa que fará o projeto. A previsão é que o custo fique por volta de R$130 milhões (cerca de 27% do arrecadado em 2009). Fonte: Auto Show |